Durante muito tempo, a rotisseria foi vista como um complemento dentro do supermercado: frango assado no fim de semana, algumas massas, acompanhamentos e refeições prontas.
Esse cenário mudou.
A busca por praticidade abriu espaço para que os alimentos prontos assumissem um papel cada vez mais importante dentro do varejo. Com isso, a rotisseria pode deixar de ser apenas mais um setor da loja e se transformar em uma operação capaz de gerar recorrência, movimentar outras categorias e criar novas oportunidades de venda.
Dados recentes reforçam esse movimento. A segunda edição do estudo Anatomia do Varejo Alimentar Brasileiro, apresentado pela ABRAS, consultou 1.058 empresas de diferentes portes e regiões. Na área de food service, a rotisseria já é oferecida por 41% das empresas pesquisadas. (Fonte: SuperHiper/ABRAS – “ABRAS em Ação debate desafios e oportunidades do setor supermercadista no RS”.)
Quando o consumidor compra uma refeição pronta no supermercado, ele não está levando apenas um produto. Está comprando também praticidade e conveniência.
E o supermercado possui uma vantagem importante: esse consumidor já está dentro da loja.
Quem entra para comprar ingredientes para o jantar pode perceber que uma lasanha pronta resolve sua necessidade de forma mais rápida. Quem leva uma carne assada pode incluir uma salada, uma sobremesa, um pão especial ou uma bebida. E quem encontra uma boa solução para o almoço pode voltar outras vezes durante a semana.
Por isso, uma rotisseria bem planejada também pode ajudar a movimentar outras categorias.
Na Coop, por exemplo, a rotisseria deixou de ser tratada apenas como um setor complementar e passou a ser considerada um diferencial competitivo. (Fonte: SuperVarejo – “Rotisseria amplia o potencial de vendas do churrasco no Dia dos Pais”)
Segundo a rede, a categoria ajuda a aumentar o fluxo diário de clientes, especialmente nos horários de almoço e jantar, além de contribuir para o tíquete médio e a fidelização.
A estratégia também envolve aproximar produtos complementares: vinhos de massas e carnes assadas, saladas dos pratos prontos, sobremesas das refeições e pães especiais dos assados. O objetivo é facilitar a decisão de compra e estimular uma cesta mais completa.
Transformar a rotisseria em uma operação estratégica também exige olhar para o mix de produtos.
Não se trata simplesmente de produzir cada vez mais opções. É preciso entender o que vende, em quais horários, em quais quantidades e para qual perfil de consumidor.
Uma loja próxima a escritórios, por exemplo, pode ter maior demanda por refeições individuais durante a semana. Em uma região residencial, porções familiares e produtos para o jantar podem ganhar mais espaço. Nos finais de semana, assados, massas e acompanhamentos podem assumir outro protagonismo.
Ou seja: o cardápio precisa acompanhar o comportamento de compra.
Um exemplo interessante vem do UniSuper, no Rio Grande do Sul. Em 2025, a rede informou que sua operação de rotisseria alcançou 15 toneladas de produtos vendidos por mês, com crescimento de 15% em relação ao ano anterior. (Fonte: SuperHiper – “UniSuper amplia rede de rotisserias e registra crescimento de 15% no último ano”)
Entre os itens mais procurados estavam frango assado, panquecas, salada de maionese, lasanhas, massas e pratos regionais. Na época da publicação, o serviço estava disponível em oito lojas e havia previsão de expansão para outras unidades. A produção era própria e realizada diariamente.
O case ajuda a mostrar que variedade importa, mas ela precisa estar conectada ao comportamento real do consumidor e à capacidade da operação.
Quanto mais a rotisseria cresce, maior também pode ser a complexidade da operação.
É preciso planejar compras, produção, equipe, equipamentos, porcionamento, embalagem, exposição e reposição. Um gargalo em qualquer uma dessas etapas pode afetar todo o restante.
E existe outro ponto importante: eficiência operacional.
A Pesquisa de Eficiência Operacional 2025 da ABRAS mostra que rotisseria e comidas prontas estão entre as áreas de perecíveis mais sensíveis às perdas. (Fonte: ABRAS – Pesquisa de Eficiência Operacional 2025)
Na média nacional apresentada pela pesquisa, a categoria registrou 96,34% de eficiência operacional e 3,66% de ineficiência operacional.
A própria ABRAS reforça que, com o aumento da participação dos perecíveis nos supermercados, cresce também a complexidade das operações e a necessidade de acompanhar melhor processos e perdas.
Isso mostra porque uma rotisseria estratégica não deve acompanhar somente o faturamento.
Também é importante observar quais produtos têm maior saída, quais apresentam mais sobras, quais são os horários de maior movimento, quanto a equipe consegue produzir e se os equipamentos disponíveis acompanham a demanda.
Às vezes, o problema não está na falta de clientes. Está na capacidade da operação de atender essa demanda de maneira organizada.
Quando o volume aumenta, tarefas que funcionavam bem em uma pequena produção podem começar a gerar gargalos.
Cortar grandes quantidades de legumes manualmente, utilizar um equipamento para diferentes preparos ao mesmo tempo ou criar uma fila na etapa de embalagem são exemplos de situações que podem limitar a produtividade.
Por isso, equipamentos para processamento, cocção e selagem devem ser avaliados de acordo com a realidade de cada operação.
Um processador de alimentos pode otimizar etapas de pré-preparo. Um forno combinado pode ajudar na padronização e na organização de diferentes processos de cocção. Já uma seladora adequada ao volume produzido pode tornar a etapa de embalagem mais organizada.
Mas equipamento sozinho não resolve uma operação desorganizada.
O ganho acontece quando layout, fluxo, equipe, equipamentos e volume de produção trabalham de maneira integrada.
Em uma rotisseria com produtos no sistema pegue e leve, a embalagem passa a participar diretamente da experiência do consumidor.
Ela precisa ser adequada ao alimento, facilitar o transporte e contribuir para uma apresentação organizada no ponto de venda.
As embalagens Delpak contam com diferentes formatos para atender às necessidades de uma operação de rotisseria e utilizam termosselagem com filme transparente diretamente sobre a embalagem.
Além da funcionalidade, a escolha do formato também pode acompanhar a estratégia do negócio: refeições individuais, porções familiares, acompanhamentos, massas, sobremesas e outros produtos podem exigir soluções diferentes.
Por isso, embalagem não deve ser uma decisão isolada. Ela faz parte do processo que começa na produção e termina na experiência de compra.
Os números mostram que existe espaço para olhar a rotisseria com uma visão mais estratégica.
Se 41% das empresas pesquisadas pela ABRAS já oferecem rotisseria, cases como Coop e UniSuper mostram que o setor pode assumir um papel relevante na geração de fluxo, venda complementar e conveniência para o consumidor.
Isso muda uma pergunta importante.
Em vez de pensar apenas:
“O que vamos produzir hoje na rotisseria?”
Talvez seja mais estratégico perguntar:
“Qual papel queremos que a rotisseria tenha dentro do nosso negócio?”
Quando existe planejamento de mix, produção, equipamentos, embalagem e exposição, o setor deixa de funcionar apenas como um complemento e passa a fazer parte da estratégia comercial do supermercado.
A CwPack atua justamente com essa visão integrada, reunindo soluções em equipamentos para produção, embalagens, selagem e suporte técnico e gastronômico para diferentes operações do setor alimentício.
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