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Cozinha central: como ganhar escala sem perder qualidade e padronização

Crescer é uma boa notícia para qualquer operação de alimentos. Mas, à medida que aumentam o número de unidades, o volume produzido e a variedade de produtos, surge um novo desafio: como produzir mais sem multiplicar a complexidade da operação?

Para supermercados, redes de restaurantes, rotisserias, hospitais e outras operações de food service, uma das possibilidades é a cozinha central.

Mais do que concentrar a produção em um único local, esse modelo permite organizar processos, padronizar preparos e abastecer diferentes pontos de venda ou atendimento de forma mais estruturada.

E esse assunto ganha relevância em um mercado que está cada vez mais profissionalizado.

Food service cresce e exige operações mais estruturadas

Segundo a ABIA – Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, em 2025 as vendas da indústria destinadas ao food service chegaram a R$ 287,9 bilhões, representando 28,3% das vendas da indústria de alimentos no mercado interno. A entidade também aponta um movimento de profissionalização, adoção de tecnologia e amadurecimento da gestão das operações.

Ao mesmo tempo, a busca do consumidor por praticidade continua impulsionando categorias importantes para supermercados e operações de alimentação.

No GPA – Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, a categoria de refeições prontas para consumo cresceu 10% entre janeiro e julho de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. Atualmente, cerca de 90% das lojas do grupo trabalham com essa categoria.

No caso do GPA, mais de 90% das marmitas são produzidas nas próprias unidades, em combinação com fornecedores parceiros. Portanto, não se trata de um case de cozinha central. O dado é relevante por outro motivo: mostra a força que conveniência e refeições prontas vêm adquirindo no varejo alimentar.

Com mais demanda e operações maiores, cresce também a necessidade de pensar em produtividade, padronização e capacidade de produção.

Afinal, o que é uma cozinha central?

Uma cozinha central concentra determinadas etapas da produção de alimentos que poderiam estar distribuídas entre diferentes unidades.

Em vez de cada loja executar todo o processo, alguns preparos podem ser produzidos em maior escala, porcionados, armazenados e distribuídos para os demais pontos.

Isso pode contribuir para padronizar receitas e porções, organizar compras e estoques, melhorar o aproveitamento dos equipamentos, reduzir retrabalhos e facilitar a expansão da operação.

Mas centralizar não significa necessariamente retirar toda a produção das unidades. Dependendo do negócio, a cozinha central pode produzir bases, molhos, proteínas, massas ou refeições, enquanto os pontos de venda permanecem responsáveis pela finalização, montagem ou serviço.

Na prática: grandes operações já utilizam esse modelo

Um exemplo desse modelo no Paraná é o Grupo Madero, que mantém sua Cozinha Central em Ponta Grossa.

A primeira fase da estrutura foi inaugurada em 2015. Segundo o próprio grupo, a Cozinha Central está no coração de seu modelo operacional integrado e concentra produção, armazenamento e distribuição. Em 2023, a estrutura já somava 32.408 m² de área construída, e mais de 96% dos alimentos servidos nos restaurantes eram produzidos ou fornecidos por meio desse sistema integrado.

Outro exemplo é o Frango Assado, do Grupo IMC. A Cozinha Central localizada em Louveira (SP) abastece as 23 lojas da rede e produz cerca de oito toneladas de alimentos por dia, entre 39 itens diferentes.

São operações com características e escalas próprias, mas que demonstram uma lógica importante: conforme o negócio cresce, a forma de organizar a produção também precisa evoluir.

E onde a embalagem entra nessa estratégia?

Produzir centralmente é apenas uma parte do processo.

Depois de pronto, o alimento pode precisar passar por porcionamento, embalagem, armazenamento, transporte, exposição ou finalização em outra unidade.

Nesse cenário, a embalagem deixa de ser apenas a apresentação do produto e passa a integrar o próprio fluxo da operação.

É preciso considerar o tipo de alimento, a temperatura, o período de armazenamento, o transporte e a maneira como aquele produto chegará ao consumidor.

As soluções Delpak comercializadas pela CwPack, por exemplo, trabalham com embalagens termosseláveis fechadas com filme transparente, permitindo atender diferentes aplicações e formatos de alimentos.

Em operações com maior volume, a produtividade da etapa de embalagem também importa. A seladora Delpak G7C pode chegar a até 250 selagens por hora, com ciclos de até 15 segundos e possibilidade de trabalhar com diferentes modelos de embalagens por meio da troca de gabaritos.

Dependendo do alimento e da necessidade da operação, tecnologias como a Atmosfera Modificada (ATM) também podem fazer parte do processo, contribuindo para ampliar a vida útil e oferecer maior flexibilidade entre produção, estoque e distribuição.

Quando vale a pena pensar em uma cozinha central?

Não existe um número de unidades ou de refeições que determine sozinho o momento certo.

O sinal costuma aparecer quando a operação começa a enfrentar problemas como processos repetidos em diferentes unidades, dificuldade para manter o mesmo padrão, cozinhas trabalhando próximas do limite, aumento constante da equipe e necessidade de produzir volumes cada vez maiores.

Nesse momento, a pergunta não precisa ser simplesmente:

“Precisamos de uma cozinha central?”

Pode ser mais interessante perguntar:

“Quais etapas da nossa produção ganhariam eficiência se fossem centralizadas?”

Porque uma cozinha central não precisa ser uma solução de tudo ou nada.

Crescer também exige repensar processos

Os números do mercado e os cases de grandes operações mostram que aumentar a escala não significa apenas comprar mais equipamentos ou ampliar uma cozinha.

Em determinado momento, pode ser necessário repensar a forma de produzir.

E quando produção, armazenamento, conservação, embalagem e distribuição são analisados como partes de um mesmo processo, surgem novas possibilidades para ganhar produtividade e padronização.

A CwPack pode ajudar

É justamente nessa integração que a CwPack pode contribuir, oferecendo embalagens, equipamentos e suporte técnico e gastronômico para operações que estão buscando produzir melhor e se preparar para crescer.

Sua produção está aumentando? Converse com a CwPack e descubra quais soluções podem acompanhar a próxima etapa da sua operação.

Seja bem vindo a CwPack!
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